The Outer Worlds 2 expande tudo que fez o original brilhar, com combate renovado, novos planetas, facções e uma aventura inesquecível.
The Outer Worlds 2 expande tudo que fez o original brilhar, com combate renovado, novos planetas, facções e uma aventura inesquecível.
The Outer Worlds 2 é um RPG de ação em primeira e terceira pessoa, o que já representa um avanço enorme em relação ao original. A versão em primeira pessoa ainda é a mais polida, mas poder alternar entre as duas visões é um presente para quem não curte jogos totalmente em primeira pessoa.
O combate foi completamente reformulado, com consultoria do time de Destiny para aprimorar o ritmo e o impacto das armas. O resultado é um arsenal maluco e cheio de personalidade: rifles de plasma, lançadores que criam drones de propaganda e até um raio encolhedor que transforma inimigos em pequenos alvos explosivos.
Para quem prefere uma boa pancadaria, há opções corpo a corpo igualmente criativas, incluindo motosserras, martelos e até sabres de energia que causam mais dano se usados no ritmo da música. O jogo também oferece granadas e dispositivos arremessáveis, com efeitos que vão de explosões tradicionais até campos de antigravidade.
As builds são outro ponto forte. É possível criar personagens completamente diferentes: um atirador carismático, um tanque bruto, um cientista maluco especializado em experimentos ou até um assassino que ganha vida extra ao coletar corações de inimigos.
O sistema de armaduras e modificações também é profundo. Algumas peças têm efeitos únicos, como um traje com um monstro preso a ele que te ajuda nos combates, mas às vezes ataca NPCs inocentes por conta própria. Toda a personalização é reforçada por um sistema de crafting que permite aprimorar armas e equipamentos usando reagentes coletados durante a exploração.
A criação de personagem é completa e traz escolhas com peso real. A origem influencia diálogos e interações, e os traços positivos devem ser equilibrados com traços negativos. As habilidades evoluem conforme o personagem ganha experiência, e as decisões moldam tanto o estilo de jogo quanto a forma como o mundo reage.
Os defeitos também estão de volta, mas mais elaborados. Se o jogador tende a recarregar demais, pode receber o defeito “preparado em excesso”, que aumenta o tamanho do pente, mas reduz o dano se a munição acabar. Outro exemplo é o “joelhos ruins”, que aumenta a velocidade, mas causa falhas na furtividade de vez em quando. Tudo isso cria um equilíbrio divertido entre risco e recompensa.
O jogo se passa em Arcádia, uma nova colônia em meio ao caos. O planeta está dividido entre várias facções, cada uma com suas motivações, ideais e ambições. Há grupos militaristas, seitas religiosas e até anarquistas que querem ver o mundo ruir “pelo bem da humanidade”.
Essas facções não estão ali apenas como pano de fundo. Elas influenciam o mundo de forma ativa, com missões exclusivas, companheiros específicos e até rádios que transmitem mensagens tentando te recrutar. Suas ações alteram a reputação com cada grupo e podem mudar completamente o controle de certas regiões.
O mapa de The Outer Worlds 2 é maior e mais variado do que o do primeiro jogo. Cada área conta com biomas distintos, segredos escondidos e rotas alternativas. A movimentação está mais fluida, com direito a pulo duplo, parkour e dispositivos que desbloqueiam zonas contaminadas ou passagens secretas.
A narrativa mantém o tom sarcástico que se tornou marca registrada da Obsidian. O jogo mistura sátira corporativa, dilemas morais e humor afiado, lembrando bastante Fallout: New Vegas, mas com identidade própria.
Nessa história, o jogador assume o papel de um agente do Diretório Terrestre, enviado para investigar fendas dimensionais que ameaçam destruir as colônias humanas. Durante a jornada, é possível recrutar até seis companheiros, cada um com histórias, personalidades e habilidades únicas. Suas escolhas determinam quem fica do seu lado e quem pode te abandonar no meio da missão.
Esses companheiros não são apenas figurantes. Eles ajudam em combate, curam o jogador e até oferecem utilidades, como criar munições e upgrades diretamente pelo diálogo. Mesmo sem obrigatoriedade de tê-los por perto, contar com eles torna a jornada muito mais dinâmica.
Visualmente, The Outer Worlds 2 está bonito dentro do estilo da Obsidian, embora ainda longe de ser um espetáculo gráfico. O uso da Unreal Engine 5 trouxe iluminação e texturas melhores, mas algumas animações e expressões faciais ainda precisam de ajustes.
O jogo terá legendas em português, mas infelizmente não contará com dublagem no nosso idioma. É uma pena, já que os diálogos cheios de sarcasmo e humor seriam perfeitos para uma dublagem brasileira.
A boa notícia é que agora o jogo pode ser jogado em terceira pessoa, algo muito pedido desde o primeiro título. Essa simples adição deve atrair uma nova leva de jogadores que antes evitavam o game justamente pelo foco total em primeira pessoa.
The Outer Worlds 2 será lançado em 29 de outubro de 2025 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series, e estará disponível no Day One do Game Pass Ultimate. A edição premium incluirá acesso antecipado de cinco dias e as duas primeiras expansões de história, ainda sem data confirmada.